Buracos, ausência de ciclofaixa e sinalização apagada ao longo da rua Dona Francisca, em Joinville, são os alvos das queixas dos estudantes

A trepidação do guidão, entre uma pedalada e outra, demonstra a situação enfrentada por alguns estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em Joinville durante o trajeto de casa até a faculdade. Para Ciro Friske Emidio, 20 anos, estudante de engenharia aeroespacial, chegar a salvo na faculdade tem sido desafio constante, já que os buracos, a falta de sinalização e a ausência de ciclofaixa tornam o caminho do ciclista um desafio.
No início deste ano, a universidade mudou-se de endereço, obrigando os alunos a percorrer alguns quilômetros a mais para chegar ao local. A unidade saiu da rua Presidente Prudente de Moraes, no bairro Santo Antônio, para o condomínio empresarial Perini Business Park, situado rua Dona Francisca, no Distrito Industrial. Agora, entre um prédio e outro, são aproximadamente oito quilômetros de diferença.
O aumento na distância não representaria um problema, conforme os alunos, se o caminho fosse regular e seguro. O estudante realiza o trajeto de casa, no bairro Iririú, até a faculdade de bicicleta – totalizando 20 quilômetros, entre ida e volta – e, antes da mudança, a bike já era o principal meio de transporte do jovem.
Ainda que experiente, o aluno teme pela vida dele e dos outros estudantes ao fazer o trajeto até a faculdade. Diariamente, aproximadamente 150 estudantes pedalam até a UFSC. Ciro diz que já se envolveu em um pequeno acidente enquanto ia para a universidade. Além dele, há relato de outros estudantes que já sofreram acidentes e também de um professor.
— É muito complicado. A gente teme muito pela nossa segurança, a situação da rua aqui está bem precária — defende o estudante.
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